sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Herpes

Davi: Mãe, o que é isso na sua boca?
Eu: Chama herpes filho, não posso te beijar até melhorar.
Davi: Por que não?
Eu: Porque isso pega, se você pegar vai ficar com a boca machucada também.
Davi: Nunca mais posso te beijar?
Eu: Só depois que sarar.
Davi: Não mãe, me beija que eu pego isso e você não precisa parar de me beijar.

(Peraí que vou ali chorar no cantinho.)

terça-feira, 1 de maio de 2012

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O dedo!



Deixa eu explicar para ver se vocês me entendem, alias, deixa eu fazer uma pergunta: Para que serve o dedinho do pé?
Eu, sinceramente só o vejo como aparador de quina de porta.
Porque se tem uma parte do corpo que sofre é o dedinho do pé. Sério, quem nunca deu uma topada que dê uma que vai entender. Alias, não, não desejo isso nem para a Xuxa. Porque isso dói muito.

Aconteceu comigo hoje, estou sentindo fortes dores, enjoo, dores de cabeças... Tá, exagero, só meu dedinho que tá doendo. Só que gente, DOI DEMAIS.

Se o dedinho servisse para alguma outra coisa eu juro q ficaria felizona, sei lá, de limpar o nariz com ele, de cutucar o ouvido, mas ele não serve nem pra passar esmalte, porque a unha é pequena e quase não aparece.

Fora quando compramos aquela sandália linda, adivinha quem tá lá sofrendo horrores? apertadinho, espremido no cantinho, sofrendo coitado.

Eu sinceramente acho que Deus deveria nos fazer sem o dedinho, ai ia ser menos sofrimento sabe?
Só que eu tenho uma dúvida, será que o próximo dedo será a próxima vítima? (não sei o nome dos dedos, ok? Não me condenem.)

Eu não sei, mas o que eu sei é que nesse momento eu sinto uma dor terrível. Vou beber para ver se eu esqueço, porque sóbria tá foda.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então é natal...




Vamos ser sinceros? Você acha que Papai Noel sai ano após ano entrando pela sua chaminé só pra levar presente? Isso se você foi um bom menino, caso contrário nada de presente para você também.

Eu confesso que não fui uma boa menina esse ano. Alias, será que já fui em algum ano?

Papai Noel tá é de saco cheio com tanta carta, com todo mundo esperando por ele, desejando presentes então preciso contar um segredo para vocês.

Mamãe Noel tava lá, cansada de dar duro o ano todo, cuidar da casa, das renas, da organização financeira (ou você acha que homem é organizado? Nem Papai Noel) e dos ajudantes do Papai Noel. Ela cuidava de tudo e nunca tinha sido devidamente lembrada. Sempre no final do ano ele vinha com uma panela nova, uma máquina de lavar e nada de presente para ela.
Ai um belo dia ela se rebelou, saiu de casa pronta para se vingar. Abriu uma loja e pensou numa forma de dar sua grande virada. Juntou dinheiro alguns anos, sua loja era um sucesso.

Um belo dia, depois de estar separada do Papai Noel durante algum tempo, com todo seu trabalho ela abriu o primeiro shopping center. Só que ela precisava que seu faturamento crescesse mais e um belo dia durante a missa o padre falou sobre o nascimento de Cristo. Ela, esperta como uma raposa, decidiu inventar o natal no dia do nascimento de Cristo, afinal ela precisava de um motivo.

Sem mais demora ela correu a cidade espalhando um boato que tinha escutado de uma lenda que no nascimento do menino Jesus um homem visitava as crianças com presentes, mas só as crianças boazinhas.

Ela ornamentou toda a cidade e todo mundo queria saber quem era o tal homem. Ela então deu o endereço do Papai Noel e ele ficou sem entender nada com tantas cartas que foram chegando. Como ele ia conseguir todos aqueles presentes?
Lembrou de ter visto o anuncio do shopping center onde podia encontrar tudo o que você precisa. Lá foi ele com suas renas em um trenó, gastou TODOS os seus cartões porque era uma pessoa boa, mesmo sem entender o que tava acontecendo.

Comprou tudo e colocou num saco vermelho que ele tinha. Mal sabia que a Mamãe Noel estava se sentindo vitoriosa por ter aumentando o faturamento do seu shopping em 1000% em apenas 1 dia.

Só que ela quebrou a cara, ele gostou tanto desse negócio de ajudar as crianças que fez isso durante anos e anos. Ela ficou furiosa, porque ela queria era importunar a vida dele, mas aconteceu o contrário. Ele gostou e fez disso o trabalho da sua vida e acabou ficando famoso no mundo todo.

Só que um belo dia ele cansou e tirou férias eternas, deixando todo mundo comprar seu presente e dos familiares. Ele ficou de saco cheio na verdade.

Ela? tá lá milionária com vários shoppings no mundo, voltou pro Papai Noel e tá numa praia paradisíaca com ele. A diferença é que agora ela paga para cuidar da casa, mas continua vivendo da sombra dele.

Ela foi esperta e ficou rica, mas precisava voltar pra ele? Mulher é tudo burra mesmo.

sábado, 6 de novembro de 2010

Casamento




_Deixa eu ver se eu compreendi, você vai entrar de férias no período que eu mais trabalho, vai viajar para Fernando de Noronha, um lugar que eu nunca fui e ainda por cima com um amigo do serviço?
_Meu amor, você esqueceu que eu vou deixar as duas crianças com você.
_Ah, verdade, desculpa por ter perdido esse detalhe.
_Então eu vou ok?
_Hum rum, vai. Você vai se fuder, seu fila de uma mãe bem boa. Como assim? Todo ano é isso, nas suas férias você viaja e eu fico aqui com as meninas?
_Para com isso, as férias são minhas, o dinheiro é meu...
_Opa, chegamos exatamente onde sempre tudo termina. Agora você vem falar que o dinheiro é seu. Olha só, eu já conversei com você sobre isso, você não vai para Fernando de Noronha porque já combinamos que vamos viajar no carnaval, me explica pra que viajar duas vezes no mesmo mês.
_Nossa, até o carnaval são 20 dias, como eu posso ficar vinte dias de férias em casa?
_Quem falou que é para você ficar em casa? Moramos a três quadras da orla, você sabe quantas pessoas queriam ter esse privilégio?
_Não começa, vou foi pra Recife, ficou 5 dias lá.
_Fui sim, há dois anos.
_E daí, mas foi e foi ao Rio em julho passado.
_Fui sim, passei 24 horas, literalmente.
_Foda-se, mas você foi e pronto!
_Então é assim? Vai começar a jogar as coisas na minha cara? Seu fila de uma P*. Você meu bem, viajou para Salvador, na casa da titia no carnaval passado e a zé buceta aqui ficou em casa. SOZINHA com as duas crianças. Todo ano é assim?
_É assim sim, eu tenho direito de fazer o que eu quiser nas minhas férias.
_Vai achando, você ficou sozinho em dezembro quando fui a casa dos meus parentes, fiquei uma semana lá com as crianças.
_Foi por que quis.
_Numa boa? Não vou discutir. Boa noite e não apareça na minha cama.

(meia hora depois)

_Meu amor, você está certa, desculpa ter gritado com você.
_É, estou acostumada com seus gritos.
_É, eu sei, o final eu sempre peço desculpas mesmo.
_É.

(vinte minutos depois)

_Mas e aí, você acha que não dá pra ficar nem uma semaninha em Noronha?
_Puta que pariu, vai começar tudo novamente.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Final de ano...




Final de ano é um troço tão chato...

Primeiro a gente se dá conta de que o ano praticamente acabou e que tá na hora do Natal. É isso mesmo, "hora" do Natal. Começa aquela correria de amigo oculto de tudo que é lado, inclusive o lado que você não faz nenhuma questão, família decidindo onde vai ser a festa, se vai ter presente pra todo mundo ou se vai ser mais um amigo oculto, quem leva o quê pra ceia. Que obrigação chata! Lembra qual foi a última vez que você falou com aquele primo? E quando foi que seu tio esteve na sua casa? Pois é, faz um ano. Exatamente no Natal do ano passado. E agora, por conta de uma tradição, todo mundo se reúne, como se fosse uma festa de melhores amigos. Ninguém ali sabe o perrengue que você passou, você não tem idéia do quanto a sua tia sofreu com a separação. Aliás, ela se separou de quem mesmo? Mas já que é Natal, todo mundo se encontra e se abraça e se beija como se o tempo não tivesse passado.

Um bebe demais e fica inconveniente, outro faz aquelas mesmas piadas de sempre, enquanto se come barbaramente e num cantinho da varanda, dois irmãos se juntam pra falar mal da vida do outro irmão, que está logo ali, na cozinha. Todos hipocritamente riem, trocam presentes que compraram aos 47 do segundo tempo, sem tempo pra procurar alguma coisa especial e pronto. Tá cumprido o ritual.

Mas o que acontece dias antes dessa encenação é um sentimento de nostalgia, que toma conta de muita gente. Esse ano quase não vi meus amigos. A vida anda corrida, muito trabalho, não deu tempo. Ok, posso não ter me esforçado o suficiente. É, com certeza, se eu tivesse um pouquinho mais de boa vontade, daria tempo. Mas aí eu não teria tempo pra viver aquele amor. Aquele amor que aconteceu sem querer, entre o trabalho e uma ida ao supermercado. Foi legal, mas não era bem isso que eu queria. Gostava do seu jeito carinhoso comigo, mas ele bem que podia ter mais atitude, como o ex. E se tivesse o espírito aventureiro daquele outro. Não tanto, claro. Tem que pensar no futuro, como aquele namorado lá dos 15 anos. E tem que ter bom humor. Será que dá pra juntar tudo num só? Meu Deus! O que eu tô querendo? Acorda, Alice! A vida é real!

E o que eu fiz por mim nesse último ano? Não cumpri com nem um-décimo das resoluções pra esse ano e já vou fazer novas?! Pra quê? Já sei que vai dar merda mesmo! Deixa eu pensar... Não parei de fumar, não comecei (ou me mantive) numa atividade física, não dediquei meu tempo ao trabalho voluntário, não comecei a dieta no dia 1º, nem depois, não entrei num curso de especialização, nem consegui um aumento de salário (será que foi porque eu não fiz o curso?), muito menos consegui diminuir o tempo que eu gasto trabalhando pra aumentar o tempo dedicado a mim. Não revi velhos amigos, não viajei a não ser a trabalho, não fiz grandes programas culturais. Se eu não fiz nada disso, porque essa sensação de que eu não tive tempo pra nada? Eu tô exausta!

Xô, 2010. Ano que vem vai ser diferente. Vou parar de fumar, começar a malhar, fazer dieta, passar mais tempo com meus amigos, vou fazer um curso de especialização e, ah, não! Tudo de novo!?! Desse jeito eu já começo um ano frustrada!

E agora, José?

Acho melhor parar tudo e viver um dia de cada vez. Sem grandes planos. Sem metas malucas e inatingíveis. Vamos ver se dá certo. Ano que vem eu te conto.

(texto gentilmente doado a este blog por uma amiga)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ela...



Ela, cara ela é ela. Nos conhecemos através de um certo alguém, trocamos emails, mensagens e um dia um papo qualquer desencadeou um monte de outros papos.

Tudo que tenho para falar dela vai parecer que temos um caso, alias, muitos acham que temos mesmo. Passei até a confirmar e costumo falar que ele é minha mulher. O mais engraçado é que nós duas gostamos tanto de homem que nem todos os gays juntos em uma parada gay gostam tanto de homem como nós.

E nós rimos disso tudo, Meu Deus, como rimos disso.
Somos sarcásticas, cômicas, carentes, fortes, grossas e somos ridículas juntas. Ninguém no mundo entende metade do que falamos juntas, conversa de maluco mesmo e já nos prometemos jamais passar em na frente de um hospício, porque há uma grande probabilidade de ficarmos por lá.

Ela chuta o pau da barraca, grita quando tem que gritar, é justa, correta e uma grande amiga. Parceira, posso arriscar que a irmã que eu não tive. Somos filhas únicas, não sei como é ter irmã, mas sinceramente é o que ela representa hoje na minha vida.
É com ela que eu grito, é com ela que eu choro, que eu divido meus medos e minhas angústias. Ela também grita comigo, divide preocupações, pensamos juntas e a maioria das vezes falamos as mesmas coisas. Alias, tem horas que não preciso falar porque ela já sabe o que estou pensando.

Ela é um pouco mais arredia, mais reservada, mas ela é assim e eu respeito.
A base da nossa amizade, ou posso arriscar relacionamento é o respeito. Sabemos o limite de cada uma e respeitamos isso.

É podem achar que temos um caso, porque nada disso importa pra nós. Alias, nós cagamos para o que você pensa sobre isso. Porque no final o que importa é que vamos rir de você mesmo.